Vai votar em quem?

Ontem perguntei a mim mesmo. Em quem vou votar para presidente? Respondi. Não sei!

Não ficando confortável com a resposta, fui procurar as razões do “não sei”.

É verdade que a lista de candidatos ainda não está preenchida e pelo andar da carruagem vai demorar. Há processos judiciais e políticos em andamento que pode resultar em uma mudança significativa na lista de pretendentes, pelo menos no que se refere aos mais cotados e mais lembrados.

Mesmo assim, eu deveria ter uma resposta melhor do que “não sei”.

Procurei. Quais foram os candidatos em 2014?

Dilma Rousseff (PT)
Aécio Neves (PSDB)
Eduardo Campos (PSB)
Eduardo Jorge (PV)
Eymael (PSDC)
Levy Fidelix (PRTB)
Luciana Genro (PSOL)
Mauro Iasi (PCB)
Pastor Everaldo (PSC)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Zé Maria (PSTU)

Não ajudou. Com exceção de José Maria Eymael, Levi Fidelix, Rui Costa Pimenta e Zé Maria que são eternos candidatos “café com leite”, ou seja, estão na lista só para constar, nenhum outro candidato de 2014 será candidato em 2016.

Quem já se apresentou como pré-candidatos?

Lula (PT)
Bolsonaro (PSL)
Alkmin (PSDB)
Álvaro Dias (Pode)
Luciano Hulk (PPS?)
Marina (Rede) está aqui porque no final vai aparecer com boa porcentagem.
Ciro Gomes (PDT)
João Amoedo (Novo)

Que lista, hein? Não há um único nome que altere os batimentos cardíacos. Não há um nome que se destaque dos demais. Não há um nome que me permita dizer. “Essa é a pessoa que pode levar o Brasil adiante. Que tenha força e apoio para realizar grandes mudanças e solidamente encaminhar o país para um futuro econômico e social relevante”.

O que faço então?

Se nada de muito bom aparecer até junho, quando as convenções partidárias vão definir quem será candidato, vou fazer como muitos, muitos brasileiros. Votar no menos ruim, no mal menor, no voto útil.

Acontecendo, o novo presidente terá legitimidade sem força para levar as propostas adiante. Não será fácil construir base de apoio parlamentar e nada vai mudar. Vou ter que repetir esse texto em 2022.