Temer e a intervenção nacional

Tal foi a repercussão e a confusão diante da intervenção da área de segurança do Rio de Janeiro que aguardei alguns dias antes de escrever algo sobre o tema.

O que temos até agora, reafirmo, até agora, é uma intervenção CIVIL na área de segurança de um dos estados da federação brasileira comandada por um General de exército e um novo secretário de estado da segurança, também General de exército. O objetivo primário e necessário é mitigar os problemas na segurança no estado.

Até aí tudo bem, aplaudo a iniciativa mesmo que tenha sido deflagrada em função da impossibilidade de votar a reforma da previdência.

Como “quando a esmola é demais até o santo desconfia” o que quero saber é o que mais se esconde diante desta intervenção e o que ela trará de bom ou ruim para o país.

Vamos lá.

Temer alega que não será candidato à presidência, mas até os mais desavisados sabem que não é bem assim. Em entrevista aos jornalistas José Luiz Datena e Vera Magalhães a afirmação foi a mesma, no entanto a jornalista pondera que Temer será candidato para, digamos assim, limpar a barra, melhorar a imagem.

Na verdade, suspeito que a ideia não seja somente melhorar a reputação. Temer certamente espera que a ação coordenada do exército no controle da violência do Rio tenha sucesso Como afirmou o comandante desta operação, Gal. Braga Neto, este é um projeto piloto que pode ser replicado em outros estados como Ceará e Pará.

Aí está o “X” da questão. Com intervenção em outros estados e com os cofres abertos às necessidades do exército, uma intervenção nacional pode ocorrer. Com as forças armadas reequipadas uma intervenção militar mais abrangente não deve ser descartada.

Em breve, torço por isso, o mandato de prisão contra Lula será cumprido. As hostes comunistas e anarquistas tentarão impor uma agenda de caos ao país. Com as forças armadas empoderadas, qualquer ação nefasta contra a ordem pública será prontamente rechaçada.

Isto posto, resta saber se as ações de segurança, em vários estados ou até mesmo no país garantirão a realização das eleições em 7 de outubro ou se um interventor civil deverá ser “nomeado” para administrar o país em uma fase de transição.

Neste caso, Michel Temer – O Redentor – é um forte candidato.