Como funciona a cabeça do Lula

Pessoas como Lula que desprezam a formação educacional e cultural estão fadados a serem previsíveis, sem arcabouço para tomar decisões com base em experiências vivenciais ou culturais.

Lula não é apenas um iletrado, que também por isso, se ufana de assim ser. Declarou que tem preguiça de ler. Para aprender, pessoas próximas a ele leem e o ensinam palavra por palavra em doses homeopáticas. Durante seu mandato, não foram poucas as vezes em que, em discursos, sempre improvisados, acrescentou uma palavra que havia aprendido às vésperas.

Tendo recursos intelectuais limitados pode-se imaginar que suas ideias tenham curto alcance. O que espanta é que tenha como seguidores acadêmicos. O carisma tem uma força impressionante.

Alguns, muito inteligentes como José Dirceu, logo perceberam que não podiam manipulá-lo, mas podiam conduzi-lo ao caminho do poder através de ações sub-reptícias sem que ele percebesse.

Lula foi, é e será a alma do partido. Com sua morte política ou física, extinguir-se-á o partido com ideias nefastas e retrógradas. Enquanto isso, viverá de absurdo em absurdo.

Preambulo escrito, vamos aos fatos.

Lula jamais aceitou fazer prévias para escolher candidatos, ele sempre designou nomes para concorrer a cargos majoritários.

Porém, pelos fatos acima comentados, suas escolhas pareciam sem muito sentido? Errado, fizeram e fazem sentido. Para entender a escolhas é necessário um grande esforço para quem tem muitos neurônios funcionais. Desliguei muitos deles para entender suas escolhas. Explico a agora.

Em 2010 o candidato natural do PSDB foi José Serra. Na época Serra utilizava sempre o bordão “choque de gestão”.

Com a saída de José Dirceu, que inteligente que era, já havia arquitetado ser o sucessor de Lula, este precisava de um novo nome. Alguém que ele pudesse manipular e dirigir.

Assim foi criada a Dilma, a mãe do PAC, a gerentona.

Na cabeça do Lula o raciocínio simplório era. “O PSDB tem o gerentão Serra, eu tenho a gerentona Dilma. Gerentão versus gerentona, eu, Lula, sou a diferença. Elejo ela”. Dito e feito.

O próximo passo de Lula seria a conquista da segunda joia da coroa, a cidade de São Paulo. Na época o grande nome era Gabriel Chalita que havia sido eleito Vereador em 2008 com mais de 100 mil votos. Insatisfeito com o PSDB que não lhe deu a legenda para concorrer ao Senado em 2010, migrou para o PSB. Foi eleito a Deputado Federal com 560 mil votos. Insatisfeito com o PSB que havia prometido a legenda para concorrer ao senado, mas o traiu, Chalita migrou para o PMDB, a convite de Michel Temer, com a promessa de concorrer a prefeitura de São Paulo.

José Serra declarava que não iria concorrer e assim sendo, Lula precisava de um nome para enfrentar Chalita. Quem foi o escolhido de Lula? Fernando Haddad, ministro da cultura que promoveu algumas lambanças nos exames do ENEM.

Na cabeça do Lula o raciocínio simplório, vitorioso em 2010 era. “Gabriel Chalita é o homem da cultura (foi secretário estadual da cultura), eu chamo o meu home da cultura. Homem da cultura versus homem da cultura, eu, Lula, sou a diferença. Elejo o meu candidato”. Dito e feito.

Com a conquiste de duas das três joias da coroa, faltava a última, o Estado de São Paulo.

Eleito em 2010, Geraldo Alckmin seria o candidato a reeleição. Quem lula designou para enfrenta-lo? Alexandre Padilha. E porquê? Porque é médico, mesma profissão de Alckmin.

Na cabeça do Lula o raciocínio simplório era. “O PSDB tem o médico Alckmin, eu tenho o médico Padilha. médico versus médico, eu, Lula, sou a diferença. Elejo o meu médico”. Falhou.

Falhou por duas boas razões.

1ª Dilma e Haddad já faziam péssimas administrações

2ª O povo paulista jamais entregou as três joias da coroa a um partido de esquerda e nunca o governo do estado.

Em 2016, só restava ao PT referendar a reeleição de Haddad e deu no que deu, menos de 17% dos votos.

Em 2018 Lula ainda luta para ser candidato. Com sua estratégia descoberta, se houver um plano B, assim que o panorama de candidaturas estivar definido, quem Lula vai chamar?