Desafios da campanha de 2018

Muito além das eleições presidenciais cujos candidatos ainda não estão definidos, outros nomes aparecerão e alguns hoje, pré-candidatos, não serão candidatos, são as eleições estaduais e federais. Estas eleições são aquelas que definirão a base de governança dos estados e do país.

Com as regras já existentes em 2016 que impedem a doação de pessoas jurídicas, arrecadar de pessoas físicas certamente vai esbarrar em cidadãos muito arredios. Haverá os que não querem se envolver em função de tudo o que é visto nos últimos tempos, aqueles que não podem se envolver e aqueles que até podem, mas não querem aparecer.

Alguns especialistas especulam, a palavra é exatamente essa, especulam que haverá uma baixa renovação no congresso e nas assembleias. A justificativa dada é que com pouco dinheiro circulando e poucas pessoas se arriscando no caixa 2, quem hoje tem a caneta (mandato que distribui emendas e indicações) usarão o efeito multiplicador dos prefeitos em cada município. Explicando: é uma corrente, os Deputados destinam emendas e indicações para as prefeituras que aplicam em melhorias em seus municípios fazendo propaganda do deputado que as conseguiu, pedindo votos, é claro.

Há certa lógica no raciocínio. Porém, na maioria dos municípios brasileiros, pouco importa o partido ao qual pertence o parlamentar o que importa é o candidato e sua ligação com o município. Se for um reconhecido benfeitor, OK, senão, está fora da jogada.

Durante o tempo desse mandato, 2015-2018, em função da crise pelo qual o país atravessou, emendas foram contempladas em função do caráter impositivo, mas foram contingenciadas sempre que possível e até mesmo suspensas. Indicações, nem pensar, foram simplesmente canceladas ou nem tramitaram.

Poucas verbas->menos prestígio->sem repercussão->sem votos.

Se somarmos a isso, a grande quantidade de parlamentares que perderam o mandato, estão com algum processo na justiça ou mudaram de partido durante o mandato, isto cria uma lógica e leva a crer que haverá uma rotatividade grande de parlamentares.

Se um efeito se somar ou anular a outro, ficaremos no mesmo patamar histórico, cerca de 40% de renovação. É o meu palpite, palpite.

Mas quem ganha e quem perde na hora da troca?

Partidos como PT, PP e PSDB serão os grandes perdedores reduzindo as bancadas estaduais e federais. MDB continuará a ser o maior partido, DEM e PSB vão crescer. Podemos, Avante e Novo terão bancadas representativas. PSD, PV, PTB vão manter os níveis de participação.