Como não falar sobre Marielle Franco

1ª parte

O assassinato brutal, ignóbil e cruel de Marielle, seja por qual razão tenha sido, não se justifica. A vida não tem preço e pessoas que divergem de outras não merecem a morte.

Marielle morreu porque era mulher? Porque era negra? Porque era ativista? Porque se opunha às organizações que vivem da violência no Rio de Janeiro?

Marielle morreu por nada. Seu caso não deve ser esquecido. Seu caso não deve ser apenas um número em uma tabela que registra milhares de mortes por ano.

Marielle era um ser humano, uma pessoa, mãe. Só isso já basta para dar o grau de barbaridade que representa o fato.

2ª parte

Tão desprezível quanto seus assassinos são as pessoas que de forma torpe e mórbida se aproveitam do fato para se promoverem, faturarem a notícia e o fato público.

Fátima Bernardes explorou, em seu programa de forma desprezível, o fato, fazendo jornalismo de 5ª categoria. O ápice do desprezo ocorreu ao final do programa. Após os comentários oportunistas, ela sem intervalo, anuncia o final do programa com uma música animada.

O PSOL, partido de Marielle, e outras siglas de esquerda não perderam tempo em “solucionar” o crime alegando que o assassinato é mais um fato da recorrente campanha contra a esquerda.

O que dizer dos “especialistas em segurança pública” que correram para os holofotes buscando culpar a intervenção no Rio como responsável pelo ocorrido.

Até mesmo a Dilma não perdeu a oportunidade de criar uma ligação causal entre o assassinato e o “golpe” que sofreu.

3ª parte

Marielle, siga em paz e com ela permaneça.

Deixemos que as autoridades nos forneçam respostas, que os culpados sejam encontrados, que a verdade venha à luz, que os oportunistas voltem à sua mediocridade, que o povo respeite a dor e siga seu caminho.