2018 o ano já acabou

Começou o ano das eleições. Ano politicamente curto que promete grandes emoções.

Vai começar cedo. Dia 24 de janeiro haverá o julgamento do Lula cujo resultado, seja qual for, contaminará o ano todo.

Pelo calendário, começaria mais cedo já que o carnaval é no início de fevereiro. Porém, o retorno do recesso parlamentar é em 1º de fevereiro e a semana seguinte já é do pré-carnaval. Daí vem a semana do carnaval. Portanto, o ano só começa mesmo em 19 de fevereiro.

Logo nos primeiros dias veremos os encaminhamentos da PEC (Projeto de emenda constitucional) sobre a reforma da previdência. Não passa? Passa? Se passa, como passa? Se não passar, o ano sob a ótica orçamentária termina aqui.

Em março ministros, secretários estaduais, municipais, Prefeitos e Governadores que pretendem disputar algum cargo eletivo que não seja a sua própria reeleição, devem deixar o cargo que ocupam. Isto implica na desmontagem das administrações nos três níveis de governo. Quem os substituirão podem não estar à altura do cargo. No caso do Governo Federal, que já é uma imensa janela apedrejada, pode ser o caos administrativo.

Até junho, os partidos decidirão as chapas para concorrer nas eleições de  outubro. Ou seja, até lá, tudo é especulação.

Em julho, vem a copa do mundo. Quem vai ligar para política? Campanha, começa no meio de agosto após a copa. Brasil ganhou? Viva o governo. Brasil perdeu? Viva a oposição.

Metade de agosto e todo o mês de setembro será destinado a campanha eleitoral. Campanha essa que será movida a fundo eleitoral dos partidos maiores e pelos candidatos mais ricos que poderão impulsionar a campanha pelas redes sociais. Facebook, Twitter e Intagram agradecem a receita extra.

7 de outubro é votação em primeiro turno e única para Deputados Estaduais, Federais e Senadores. 28 de outubro, é o segundo turno quando aplicável. Dia 29 de outubro, risos e lágrimas.

Na semana seguinte, certamente haverá alguns ajustes econômicos e políticos que foram postergados para não influenciar ou até mesmo para influenciar o resultado das eleições.

O Brasil passará a pensar na black Friday, no natal e no ano de 2019.

Feliz 2019. 2018? Argh!